segunda-feira, 25 de maio de 2009
Cansei de me cansar
Cansei de me cansar de tudo. Cansei de ouvir minhas reclamações, que por sinal são escolhas minhas, só minhas. Eu escolho se vou acordar reclamando ou se vou acordar sorrindo. Ultimamente tenho acordado reclamando, tenho brigado até com a pedrinha no meio do meu caminho. Ando sem paciência com as pessoas, com a lentidão. Dia desses estava eu caminhando apressada pra resolver um probleminha, e eis que encontro na minha frente um bando de adolescentes, às 8 da manhã, rindo de piadas sem graças, só faltavam saltitar na minha frente. Irritei-me, pedia “licença” educadamente para me darem passagem, e eles ignoravam, se eles se moviam um centímetro era muito. Saí esbravejando pelos corredores por onde eu andava. Minha semana realmente foi do cão. Brigas, mau humor, irritabilidade, tudo junto sem dó, nem piedade. No caminho à parada de ônibus para ir para a faculdade, sempre passo por um boteco, onde alguns adeptos ao traguinho após o trabalho freqüentam. Ouvi um senhor dizer: “uma coisa importante pra viver feliz, é sempre ter espírito jovem, independente da idade”. Foi a mesma coisa que jogar em mim um saco de pedras. Algumas verdades precisam ser ditas, e essa trancou na minha garganta, fiquei martelando aquilo o resto da semana. Cada vez que a crise de “espírito velho” se aproximava, me lembrava das palavras daquele homem, com o qual nem me preocupei em olhar seu rosto, já que suas palavras me deixaram envergonhada. Ultimamente ando deixando de lado, a parte de mim que é feliz. Parece muito mais cômodo reclamar, é como desabafar e jogar para o mundo nossos problemas, como se fossem ser solucionados dessa maneira. Hoje tomei uma decisão importante, decidi por ser feliz. Com certeza requer um esforço maior do que apenas soltar ao vento minhas reclamações. Mas vou arriscar, acho que vai valer à pena.
domingo, 24 de maio de 2009
Aprender a jogar
Às vezes bate uma brisa leve, e com ela vem uma certa nostalgia do que ainda nem vivi. É leve, porém perturbadora, tira a paz e a calma que sempre procuro manter. Sinto que me perco em pensamentos distantes da minha realidade, me transporto para um passado não muito distante e faço uma escala num futuro que nem vivi. É estranho fazer parte desse jogo, um jogo que não aprendi as artimanhas, e acabo jogando limpo, mas sempre sendo passada pra trás. Analiso, tento camuflar esses pensamentos com imagens agradáveis, com canções, mas ele sempre aparece, torturando e me fazendo mostrar meu lado mais frágil. Percebo a cada dia que passa que a dor que se sente por algum motivo, me faz aprender. Pedir uma vida sem sofrimento, sem sentimentalismo, sem paixões fortes e instáveis, é o mesmo que desistir de viver. A conseqüência disso é o nosso crescimento, é a felicidade de um sorriso, é o êxtase de um momento esperado. A sensação de que passamos para a próxima fase desse jogo é indescritível, ela vem com lágrimas, com sorrisos, não importa, mas tenho a certeza que ela vem de alguma forma. A recompensa de viver cada dia, é saber que eles serão diferentes, e começar a aceitar que o que parece ruim, é o que nos leva ao melhor.
Na cara
É como se eu tivesse o poder de me guiar pela racionalidade prática, um tanto desajeitada que me esforço para ter. Mas daí percebo que isso não me pertence. Sou sentimento puro, há quem diga que o que eu sinto, fica estampado no meu rosto, como uma pintura infantil que retrata um momento agradável ou uma lembrança triste. Isso não é muito bom, me sinto invadida, como se por onde eu passo, todos sabem o que estou sentindo. Até quando tento encobrir esse meu ponto fraco e transparente, percebem que estou tentando – sem sucesso – esconder. Me sinto desconfortável, como se fosse um livro de fácil interpretação, mas com várias conclusões diferentes. É difícil ser assim “transparente”. Quem me conhece, conhece para sempre, não há como me desconhecer. Confesso que tem um lado bom nisso, não me esforço muito, ou eu agrado com esse meu jeito meio “na cara” de ser, ou não agrado mesmo. Comigo não há meio termo, é assim. Então acostume-se.
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